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Após a popularização da prótese total do quadril (PTQ), problemas começaram a ser detectados com a técnica de cimentação, onde o sucesso dos implantes dependia do desempenho do cirurgião. A partir daí, a busca de soluções biológicas como alternativa passou a ser estimulada. Os tecidos podem crescer sobre superfícies porosas, o que viabiliza o uso de implantes de quadril não-cimentados, e a compreensão desta resposta biológica se dá através da análise de pré-requisitos importantes para o crescimento ósseo.
Existem três pontos de vista que devem ser levados em consideração para analisar os problemas fundamentais enfrentados pela Prótese Total do Quadril: biomecânico, na fixação da haste, biológico, na compatibilidade biológica, e mecânico, nas forças exercidas entre o implante e o osso. Tudo isso sempre levando em consideração a técnica cirúrgica. Além disso, devem ser estudados os fatores que interferem no crescimento ósseo e os que melhoram a fixação.
Sobre os padrões de fixação da prótese de quadril, embora o padrão ouro seja a fixação pela pressurização, os dados estudados sobre a osteointegração, com implantes de fundamento, são animadores, mesmo que, nesta técnica - onde é realizada a fixação mecânica por meio de compressão - frequentemente se apresente tensão decorrente de ações químicas ou moleculares. A decisão do método a ser usado (cimentado ou não-cimentado), assim como se as ligações entre as superfícies deverão ser mecânicas ou químicas, dependerá do progresso nas áreas de biomecânica, bioquímica e biologia molecular.
Acima de tudo, é importante considerar que a história tem mostrado que o sucesso ou a falha nas cirurgias de prótese de quadril está nas mãos dos cirurgiões, que devem sempre estar cientes de sua enorme responsabilidade, não se deixando influenciar por nenhum fator que não vise os melhores resultados e o absoluto bem estar do paciente.
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