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Recorrer a banco de ossos tem sido cada vez mais necessário nos últimos anos, devido ao aumento do número das cirurgias. Algumas alternativas de enxerto ósseo têm sido utilizadas, como o uso de osso liofilizado, tanto bovino quanto humano. Os processos de liofilização e o tempo de reidratação do osso antes de sua utilização transoperatória têm sido implicados na alteração das propriedades biomecânicas do osso.
O trabalho comparou a resistência à compressão in vitro do osso bovino congelado e do osso bovino liofilizado reidratado. Foram utilizados 81 cilindros de 10 x 8 mm de osso esponjoso provenientes de côndilos femorais bovinos, que foram testados em uma máquina de compressão automatizada.
Quando um osso é submetido a uma carga de compressão, sofre uma deformação, que se divide em dois momentos. A carga máxima avaliada foi o ponto de cessão, ou seja, o momento em que o osso deixa de sofrer deformação elástica e passa a apresentar comportamento de deformação plástica.
Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre os grupos estudados. O enxerto ósseo bovino congelado e posteriormente descongelado durante uma hora suporta as mesmas cargas compressivas e possui a mesma razão de deformação que o osso bovino liofilizado e reidratado durante 90 minutos antes ou no momento do teste. O processo conjunto de liofilização e reidratação do osso não altera as suas propriedades biomecânicas de compressão.
Os testes de avaliação das propriedades biomecânicas são realizados in vitro, e consequentemente os processos biológicos aos quais o osso é submetido in vivo são negligenciados. Por isso, a maioria dos dados provenientes de avaliações biomecânicas é extrapolada para a prática clínica, o que exigiria confirmações in vivo em seres humanos, necessitando de novos trabalhos clínicos.
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