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As fraturas do colo do fêmur desafiam constantemente a ortopedia, mesmo com as melhorias nas técnicas e dos implantes disponíveis. Entre os idosos, o número de casos vem crescendo devido ao aumento da expectativa de vida.
As complicações desse tipo de fratura parecem depender da gravidade do seu deslocamento, da qualidade da redução e da estabilidade da fixação. Para favorecer a consolidação das fraturas, é fundamental entender sua classificação quanto ao deslocamento, local e tipo de traço - pois estes dados orientam sobre a viabilidade da vascularização da cabeça - assim como o conhecimento dos princípios da redução adequada e da estabilização efetiva. O cirurgião deve realizar as manobras de redução e fixação da fratura sem causar mais danos além dos causados pela própria fratura.
Substituições protéticas como as artroplastias são indicadas para tipos específicos de pacientes, com diferentes tipos de implicações e de possíveis complicações. As fraturas transtrocantéricas ocorrem em cerca de 100 mil pacientes anualmente nos Estados Unidos, em indivíduos que demandam um maior tempo de internação hospitalar. As fraturas trocantéricas em geral são extracapsulares, e sempre se consolidam: o que não quer dizer que o tratamento não-cirúrgico seja o ideal, devido à alta incidência de complicações clínicas. Já as luxações do quadril são lesões emergenciais de alto impacto frequentemente associadas à politraumatismos com lesões de órgãos pélvico-abdominais.
As complicações clínicas que ocorrem pelo tratamento cirúrgico são menos frequentes e menos sérias que as dos tratamentos não-cirúrgicos. A mortalidade em pacientes tratados cirurgicamente chega a aproximadamente 17%, contra 35% naqueles não operados. O implante ideal não existe. O aconselhado é a montagem estável, de modo que a consolidação ocorra antes que as forças deformantes vençam a resistência do osso ou do implante.
São inúmeras as maneiras de fixar cirurgicamente as fraturas do colo do fêmur, e o importante é que a redução seja cuidadosa e crie estabilidade no foco, e que as forças atuem no sentido da impactação, e não no sentido do deslocamento da cabeça. O cirurgião deve estar familiarizado com os implantes, suas vantagens e limitações.
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