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Neste estudo foram selecionados 184 pacientes submetidos à artroplastia total primária de quadril, 95 pela abordagem ântero-lateral e 89 pela posterior, de junho de 1993 e junho de 1997. Os eventos avaliados foram parâmetros perioperatórios e complicações.
O Grupo de Cirurgia do Quadril do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (GCQ-HCPA) empregou a abordagem lateral direta de Hardinge para a cirurgia de colocação de prótese total primária de quadril (PTQ) até 1992, sendo após substituída pela abordagem de Watson-Jones modificada. Em 1995, iniciou a utilização da abordagem posterior descrita por Moore e citada por Crenshaw. O objetivo do trabalho foi avaliar comparativamente as duas abordagens com relação a parâmetros perioperatórios e complicações tardias na artroplastia total primária de quadril.
A abordagem posterior na cirurgia do quadril, em especial na artroplastia total primária, devido ao posicionamento do paciente e anatomia cirúrgica, determina melhor exposição das estruturas osteomusculares envolvidas. É notória a diferença entre os tempos cirúrgicos nas diferentes abordagens, favorecendo a posterior. Ainda assim, o tempo médio de 153,1 minutos para realização do acesso de Moore e implantação da PTQ parece, à primeira vista, prolongado.
Não houve diferença entre os dois grupos nos critérios internação hospitalar e no intervalo cirurgia-alta. Os dois grupos também não diferiram quanto aos indicadores pré-operatórios ou quanto aos demais parâmetros e complicações, que tiveram baixa freqüência. Os pacientes de abordagem posterior tiveram tempo cirúrgico reduzido, além de apresentarem menores sangramentos no transoperatório e necessidade de transfusão transoperatória. A abordagem posterior tem sido empregada com sucesso pelo GCQ-HCPA, sendo uma excelente opção de acesso cirúrgico para artroplastia total do quadril.
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