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| PRÓTESE TOTAL DE QUADRIL (PTQ) |
VERDADES, MITOS E DESAFIOS
A dor inicialmente esporádica e tolerável, assim como a limitação funcional do quadril, que no inico é discreta, pode evoluir e determinar importante diminuição da atividade, gerando dor de dificil controle e diminuição da mobilidade da articular, com significativo comprometimento da qualidade de vida.
Esses problemas foram estudados com expressivos investimentos científicos e tecnológicos, mas, nos últimos 30 anos, os mais importantes progressos ocorreram na cirurgia de Prótese Total do Quadril (PTQ), que provavelmente representou o mais significativo avanço na cirurgia ortopédica até este momento. No Brasil, pudemos participar de forma objetiva, em importante contribuição no campo da qualidade dos implantes. Anualmente, são implantadas em torno de 50 mil próteses, no Reino Unido, e mais 160 mil, nos Estados Unidos, o que valida a importância do método.
Com o aumento da sobrevida, pacientes cada vez mais idosos recorrem a Prótese Total de Quadril para melhorar sua qualidade de vida, mesma razão pela qual, indivíduos jovens e ativos recorrem à mesma cirurgia. Estes são os que colaboram para aumento da incidência de afrouxamentos e desgastes nas estatísticas atuais.
É verdade absoluta que a Prótese Total do Quadril é um procedimento cirúrgico quase mágico, pois alivia a dor e devolve o movimento, mas não abuse, cuidado com o desgaste. Dizer que existem próteses que dispensam precauções por terem duração ilimitada, é um mito muito mais a serviço do convencimento do que do esclarecimento do paciente.
Os pacientes devem ser informados não só sobre as conhecidas vantagens da cirurgia, mas também sobre seus possíveis riscos. O maior desafio é minimizar os riscos, fazendo a profilaxia das falhas cirúrgicas, através do uso de técnicas seguras e consagradas, implantes de qualidade e constante vigilância sobre os pacientes. Quando as próteses falham as reoperações são cirurgias mais difíceis, com maior risco de complicações, por isso exigem equipe cirúrgica treinada e com experiência nos cuidados pos-operatórios com esses pacientes especiais.
Cirurgião experiente prefere técnicas seguras e ordena de forma didática os esclarecimentos com relação ao evento cirúrgico, em seus momentos pré, trans e pós-operatório, assim como aqueles relacionados à reabilitação mais tardia.
Cirurgias são experiências que geram muita ansiedade, por isso é definitivo, que a comunicação médico-paciente deva ser fácil e afinada desde os primeiros contatos. Sem confiança e empatia não deve haver cirurgia !
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