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| PROCEDIMENTO CIRÚRGICO |
TRANS-OPERATÓRIO
Incisões entre 10 e 12 cm são adequadas e razoáveis. Muito maiores são desnecessárias e muito menores são inadequadas para a grande maioria dos casos. Incisões muito pequenas têm indicações bastante restritas, dificuldades bem conhecidas e benefícios teóricos não comprovados por estudos sérios e isentos.
A experiência mostra que o adequado não está nos extremos e que, sempre que temos dificuldades transoperatórias, a primeira iniciativa adequada é ampliar a incisão para melhorar a visualização e evitar o excessivo traumatismo dos tecidos, inclusive os bordos cutâneos da incisão.
Após a incisão da pele a progressão deve continuar de forma atraumática, separando as fibras musculares. Deve ser mínima a secção dessas estruturas, pois são fundamentais para a estabilidade e para o posterior funcionamento da articulação artificial.
A cápsula articular é identificada e aberta para viabilizar a luxação do quadril; isso facilita o corte na base do colo e a remoção da cabeça femoral.
Após a retirada da cabeça do fêmur, é realizada a inspeção da cavidade acetabular, em qual a boa visualização é indispensável para o estudo da cavidade e para diminuir a possibilidade de complicações. Com o uso de raspas hemisféricas é retirado o que resta da cartilagem e é feita a modelagem da cavidade. A seguir, é colocada uma prova para conferir o tamanho e o perfil mais adequado do componente protético acetabular. A perfeição e o ajuste da prótese definitiva é pré-requisito importante para os implantes de fixação biológica.
A parte femoral é preparada a partir de raspas especiais que, progressivamente, vão preparando a cavidade até alcançar o tamanho planejado. Próteses de prova conferem as dimensões adequadas dos implantes definitivos. Próteses de fixação biológica se estabilizam no canal inicialmente pelo ajuste e após pelo crescimento ósseo. A fixação dos implantes pode ser realizada através do cimento acrílico. Para alguns seria o “padrão ouro” de fixação dos componentes, mas particularmente acho uma técnica com muitas exigências e de difícil reprodução, daí minha preferência pela fixação biológica, quando possível.
Uma vez colocados os componentes nas respectivas cavidades, é realizada a redução da prótese, isto é, a montagem da articulação artificial. Logo são feitas a avaliação da estabilidade e a medição do membro operado. Essa etapa, quando satisfatória, determina o início do processo de fechamento.
Para finalizar, é realizada exaustiva lavagem, cuidadosa revisão das estruturas musculares e controle de pequenos focos de sangramento. Incisões excessivamente pequenas dificultam , também esta etapa do procedimento.
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